Melhores álbuns de 2018 + Playlist Top 10 álbuns do ano

Para comemorar o ótimo ano, além da lista de Top 10 álbuns de 2018, criamos uma post+playlist com as 20 Canções Brasileiras Mais Legais de 2018 

Após muitas consultas e audições chegamos ao nosso Top 10 álbuns de 2018 !! Posso dizer que a lista ficou bem eclética e focada em sons mais novos, indo da cena do underground ao pop mainstream, sempre privilegiando na pré-lista somente os álbuns minimamente relevantes para o dias atuais.

Top Albuns 2018

Lembrando que toda lista é uma escolha pessoal. Aproveite e deixe nos comentários qual seria sua lista, ou qual álbum que você indicaria como melhor do ano. 

“Top 10 Álbuns de 2018 – Os melhores lançamentos musicais do ano” – lembrando que está ordenada de forma decrescente, começando com nosso … 

number 10 

Boy Azooga – ‘1, 2, Kung Fu!’

Grupo de Cardiff no País de Gales, liderado por Davey Newington, que gravou e escreveu todo álbum de estréia “1,2, Kung Fu” sozinho.

Com canções que buscam a perfeição como “Face Behind Her Cigarette“, uma espécie de disco rock daquelas que tem cara de hit instantâneo, “Loner Boggie” que é um rock quase punk e “Jerry”, que tem ótima letra e delicada atmosfera de sonho.

“Azooga” vem de uma família musical, e parece usar bem toda essa base na combinação inteligente de ritmos e influências, sendo “Breakfast Epiphany”, sonzeira que abre o disco, uma linda viagem com clima retrô.

Peguei esse álbum na mão em vinil na semana do lançamento, juro que algo me dizia que devia comprar na hora, mas como ouvi rapidinho em meio à tantas opções, acabei não levando a bolacha, no maior erro de avaliação do ano 😉 Não faça igual, ouça Boy Azooga, o carinha mandou mesmo um brilhante disco de estreia.

 Fiquem com player de ‘1, 2, Kung Fu!’ na íntegra e o clipe de Loner Boggie, que acho a melhor introdução a Boy Azooga !!

number 09 

Janelle Monáe – Dirty Computer

Em seu terceiro LP de inéditas, Janelle Monáe mostra que já tem um arsenal completo para se firmar como uma das principais artistas da black music e do pop internacional.

Com participações inspiradas de Brian Wilson (mestre dos Beach Boys), Pharrell Williams, Zoë Kravitz, Grimes, além das derradeiras contribuições musicais de Prince antes de sua morte.

Janelle vai além do messias andróide de Metrópolis, o personagem Archandroid, e não se intimida em retrabalhar a sonoridade do gênio de Minneapolis, como referência para se reinventar sempre..

O resultado disso tudo está em Dirty Computer, álbum conceitual que fala tanto da condição humana quanto da era digital, numa trama onde uma máquina biológica, experimenta atualizações e, eventualmente, como todos os mecanismos, também falha.

Dirty Computer é um relato da pansexualidade e da afirmação da mulher negra, tudo embalado pelo funk setentista e por um power pop que busca a perfeição.

Sons como “Take a Byte”, “Pynk” e “Don’t Judge Me” são metáforas explícitas, enquanto “Django Jane” e “I Like That” celebram o orgulho e a individualidade.

Dirty Computer muitas vezes atinge o ouvinte com com metáforas óbvias mas sempre de forma divertida, fugindo dos clichês, em sons como “Make Me Feel” e na ode ao mestre Stevie Wonder em “Stevie’s Dream“.

 Fiquem com player de ‘Dirty Computer’ na íntegra e o emotion video de Dirty Computer

number 08

Hot Snakes – Jericho Sirens

O hardcore parecia embalsamado nos últimos anos, por isso mesmo a notícia de um novo álbum do Hot Snakes , após um hiato de 14 anos, foi uma grata surpresa.

Com a dupla original de compositores, Rick Froberg e John ‘Speedo / Swami / Slasher’ Reis, se mostrando 100% em forma.

O pós hardcore dos caras faz o balanço entre o pós-punk e o rock mais direto em Jericho Sirens, que promete ser o primeiro de uma trilogia da banda de San Diego.

Os adeptos estão em alto grau de entusiasmo, afinal a volta não parece ser um caça niqueis, mandando um petardo atrás do outro, sempre com alta qualidade.

A sonoridade perfeita do álbum, deve estar levando bandas mais novas ao desespero, com pancadas como “Six Wave Hold-Down”, “Jericho Sirens”, “Candid Cameras”, “I Need a Doctor” e “Death Camp Fantasy”, ditando o padrão épico dessa mini-obra-prima roqueira.

Para quem não conhecia, será uma grande descoberta, podendo ser celebrada como garantia de dias melhores para o estilo, lembrando que a boa fase do grupo fez sua gravadora, a incrível Sub Pop,  relançar os 3 primeiros álbuns do Hot Snakes como um aperitivo para os fãs.

number 7

The Limiñanas – Shadow People

Shadow People – The Limiñanas

A dupla francesa – The Limiñanas, de Lionel e Marie Limiñana, conta em seu quinto álbum, com participações especiais de Bertrand Belin, Peter Hook, Anton Newcombe (Brian Jonestown Massacre) e Emmanuelle Seigner.

O disco tomou conta da minha mente no primeiro semestre, com a luz e escuridão presentes em contrastes marcantes.

Shadow People, é um álbum que abusa do noir/psicodélico, e mostra estilo com sua sonoridade cheia de referências pop.

As influências são diversas, passam pelo Pop europeu, Velvet Underground, Phil Spector, Jesus & Mary Chain, New Order e Raveonettes.

Os vocais e a participação de convidados com alternando entre o francês, italiano e inglês, dá ainda mais charme ao álbum, que apesar da formação básica ser somente Marie na bateria e Lionel nas guitarras, conseguem em cada canção mandar um groove na medida exata.

As instrumentais “Ouverture” e “De La Part Des Copains”, e as roqueiras “Be My Baby” e  “Dimanche”, garantem a diversão, mas “The Gift” é mesmo o destaque, parecendo mais New Order que a própria encarnação atual do grupo de Manchester.

O álbum é de uma grande variedade, com sons que mostram os Limiñanas em grande fase, tirando o máximo de cada convidado, podendo servir para diversas plateias. Quem ouvir vai na certa querer mergulhar nessa fonte sonora.

number 6

BRMC – Wrong Creatures 

O oitavo álbum do Black Rebel Motorcycle Club, Wrong Creatures pega a banda de Los Angeles em alta. 

As canções trabalham temas sombrios mas com espaço para a esperança, como na abertura instrumental de ‘DFF’,  marcada por ritmos tribais e intervenções atmosféricas.

A pegada roqueira/eletrônica dá o tom do álbum, tanto no mid-tempo de ‘Spook’ recheada de riffs fantásticos, quanto em sons como ‘King of Bones‘, onde brilham os sintetizadores entre guitarras onipressentes.

Tenho tantas preferidas que quase cito o disco todo, mas ‘Echo’, ‘Question of Faith’, ‘Calling Them All Away’ e “Little Thing Gone Wild” estão acima da média. 

Um fenômeno em comum parece permear todo novo trabalho do BRMC, tudo parece conectado pelo mesmo clima, com peso e identidade que quase nos levam ao rock industrial dos 80´s em vários momentos.

A produção é brilhante, com criativo uso de instrumentos na busca climas e emoções, dando a chance para que o grupo consiga ir além de seus fãs de carteirinha.

number 5

Johnny Marr – Call de Comet 

Johnny Marr – Call the Comet

O terceiro álbum de Marr é sem dúvida o seu melhor, conseguindo ser bem diverso e manter uma base consistente em sonzeiras como “Hi Hello”, “Bug”, “Walk Into The Sea” e “Day in Day out”.

Valoriza bem o legado de sua banda original em canções com letras que criticam o conservadorismo burro e a crise de valores da atualidade, com nosso herói entregando tudo que se espera dele.

Pode ter demorado, mas Johnny Marr declarou sua independência, podendo usar sem medo as canções dos Smiths em seu repertório.

Assim se consolida como artista fundamental para todo rock independente, deixando no passado sua fase de músico freelancer de luxo, se mostrando por inteiro ao público nesses últimos 10 anos.

Em “Call the Comet”, Marr se expressa de forma livre e questionadora, sob o pano de fundo do Brexit e da eleição de Donald Trump, evoca distopias e utopias da modernidade, podendo soar gélido ou como uma alegoria glam setentista.

Vale destacar, a sonoridade vibrante de  “The Tracers”, minha preferida, e que garante a chance de transubstanciação para a humanidade que na “beira do precipício” pode literalmente “evaporar”.

Um ponto de destaque do álbum é ver que para Johnny Marr o rock ainda pode ser uma ferramenta transformadora, combinando versos e melodias perfeitas para fazer a cabeça dos ouvintes.

number 4

Kurt Vile – Bottled In

Kurt Vile vem nessa década se garantindo como um dos compositores mais criativos de toda cena, e nesse seu sétimo lançamento solo, o filho da Filadélfia mostra todas suas armas.

Bem humorado em canções como ‘Loading Zones” e ao mesmo tempo experimental em sonzeiras épicas como “Bottle it In”, “Skinny Mini” e principalmente “Bassackwards”, minha preferida do álbum.

Todo trabalho parece composto de forma artesanal, trabalhando texturas e tons sem pressa, já que foi gravado ao longo de dois anos em uma variedade de locações, entre tours e férias.

O cara já conseguiu nessa década o status de herói da guitarra indie, abusando de fingerpicking e de efeitos de talkbox, e sempre com criações inspiradas. Já faz parte da galeria de grandes compositores dessa era.

Vile canta sobre sair de sua mente, e musicalmente cria um clima muitas vezes praieiro, entre sintetizadores retrôs e bases em loops quase infinitos, que criam espaço para as intervenções minimalistas dos musicos, num álbum que mostra qualidade em todas canções.

number 3

Jack White – Boarding House Reach

Eu acho Jack White gênio, é fato, mas isso não garante que tudo que o mestre dos Stripes, Raconteaurs e Dead Weather faça seja perfeito.

Em “Boarding House Reach” o cara soltou todas feras da criatividade na busca de um álbum musicalmente sofisticado e que é meu preferido de sua discografia solo.

Me senti dentro de um sonho ao longo das 13 faixas, que muitas vezes parece até uma trilha sonora de um filme inexistente, onde White faz praticamente tudo.

Seguramente Jack White está atualmente bem longe da sonoridade dos White Stripes, deixando de lado a sofisticação minimalista para se apoiar na companhia de músicos de primeira linha, dando maior complexidade a seus riffs de guitarra e intervenções de sintetizadores que pontuam “Boarding House Reach“.

Em seu mix, o cara experimenta trucagens do funk, hip-hop e gospel sem medo, brilhando com intensidade em “Corporation“, seguramente uma das melhores canções do ano, e que remete aos anos 70 pelo cruzamento explícito de Led Zeppelin e George Clinton, irmanando riffs de guitarras com tambores e congas.

Sem falar nas malucas “Ice Station Zebra“, com diferentes batidas e fazendo as vezes de uma estação de rádio, com Jack se apresentando como rapper em diversos versos.

Por falar em poesia falada, vemos essa pegada nas canções “Abulia e Akrasia” e “Ezmerelda Steals the Show”, mas é mesmo em “Humoresque”, que vemos que a inventividade foi sem limites no disco, que tem em “Over and Over and Over” a única faixa que poderia estar num álbum dos White Stripes.

Jack White chegou com classe e sangue nos olhos à maturidade, se desafiando sem muito pudor, provocando o mercado, fãs e suas próprias habilidades musicais como poucos músicos, mostrando que esse espírito incansável é mesmo sua principal inspiração.

number 2

Catpower – Wanderer

Cat Power – Wanderer

Chan Marshall, nossa Catpower, sempre impressiona pela sua voz peculiar, mas que sob a aparência frágil, tem uma força incomum.

Em seu décimo álbum – Wanderer , a coisa parece ter crescido ainda mais.

Talvez o período de incubação do disco tenha ajudado, afinal entre seu álbum “Sun” (2012)  e o atual, nossa musa teve um distúrbio imunológico que a impediu de fazer os shows, e também se descobriu grávida.

Wanderer não é um disco de passagem, é um trabalho tão forte que mostra Catpower concentrando a produção em arranjos que tornam sua voz o principal instrumento das canções.

Ao longo do álbum, Marshall se mostra 100% no controle de suas inspirações , bebendo no folk, blues e soul de forma ímpar, compondo nesse mix a alma de suas melhores criações.

Sons como “Horison”, “Me Voy” mostram todas as características que os fãs mais louvam em sua musicalidade, mas para mim é mesmo em “Black” e “Robbin Hood”, que ela brilha com mais intensidade.

Isso sem falar do clássico atemporal, que é seu dueto com Lana Del Rey, em “Woman”. Certamente uma das composições mais legais do ano, com as musas se livrando das expectativas alheias, aproveitando para combinar toda feminilidade da dupla num single matador.

number 1

Iceage – Beyondless 

Beyondless do Iceage é um álbum viciante, e ousado na medida certa.

Consegue fazer o punkrock dos caras chegar num pós artrock, que envolve não somente a musicalidade da banda, mas também seus clipes e performances, que abrem espaço para as artes plásticas num interessante intercâmbio criativo.

Liderada por Elias Bender Rönnenfelt,o grupo conseguiu nesse quarto álbum de inéditas a melhor combinação de canções brilhantes e arrojadas do ano.

Seus integrantes chutam sem dó modismos indies em prol de um sincero mergulho nas paixões e emoções que todos compartilham nesse planetinha.

O mais interessante é a urgencia de sons como “Under the Sun”, “Catch it”, “Painkiller” com Sky Ferreira, “The day the music dies”, “Hurrah”, “Thieves like us” e “Take it All”, que falam todas por si mesmas, funcionando bem individualmente, mas crescendo muito quando curtidas no contexto do álbum.

Beyondless está repleto de notas estrondosas, vocais e letras poéticas que exalam vida e paixão em estado bruto.

No álbum, o punkrock, o jazz com clima de cabaré e uma pegada pop gótica perfeita, emolduram um niilismo em sintonia com nosso tempo e sua confusa realidade, conseguindo a proeza de poder ser ouvido de ponta à ponta sem intervalos.

A cereja do bolo é o vídeo de “Under The Sun, que os captura durante suas noites de “residência” em Toquio, quando em conjunto com o renomado artista plástico Azuma Makoto, conhecido por suas esculturas de flores, se apresentaram com a instalação conhecida como “Crazy Garden x Iceage”.

Não passe o ano sem ouvir no máximo canção por canção de Beyondless do Iceage.

Playlist Vi Shows com sons dos melhores álbuns de 2018 !!

O ano de 2018 foi muito bom no universo musical, montei então uma playlist com 200 canções internacionais entre álbuns, EP´s e Singles que mostram: “O melhor de 2018 em 200 canções”

Nessa playlist com “Os singles mais fodas de  2018”, entraram sons de todos nossos Top 10 álbuns de 2018, além dos seguintes artistas que mandaram bem no ano: Paul McCartney, At the Drive In, Arctic Monkeys, Beach House, Black Foxxes, BRMC, Black Stone Cherry, Blood Orange, Boy Azooga, Cabbage, Cat Power, Childish Gambino, Christine and the Queens, Courtney Barnett, Daughters, DeWolff, DJ Koze, Dream Wife, Eleanor Friedberger, Fantastic Negrito, Fat Freddy´s Drop. Father John Misty, Franz Ferdinand, Gaz Coombes, Gazelle Twin, Goat Girl, The Good The Bad and the Queen, Goodbye June, Gorillaz, Greta Van Fleet, Hot Snakes, Ian Brown, Iceage, IDLES, Indochine, Interpol, Jack White, Janelle Monáe, Jeff Rosenstock, Johnny Marr, Jungle, Kacey Musgraves, Kamasi Washington, Kurt Vile, Leon Bridges, Les Amazones d´Afrique, Let´Eat Grandma, Lily Allen, The Limiñanas, Manic Street Preachers, Mary Gauthier, MGMT, Mitski, Mount Eerie, Nakhane, No Age, Pale Waves, Parcels, Parquet Courts, Paul Weller, Portugal The Man, Rolling Blackouts Coastal Fever, ROSALIA, Screaming Females, Shame, Snail Mail, Soccer Mommy, The Struts, Sunflower Bean, Tom Morello, SOPHIE, Unknown Mortal Orchestra, Waxahatchee, The Wonder Years, The XCERTS, Yo la Tengo, Young Fathers e The Vaccines.

Confiram nossos posts com as listas Top de 20172016,  20152014 e 2013.

Um comentário em Melhores álbuns de 2018 + Playlist Top 10 álbuns do ano

  1. Pingback: Top 20 sons nacionais de 2018 + Playlist 2018 RockPopPunkArtRock BR

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: