Nesse ano de 2016 Rita Lee voltou com tudo ao universo do rock, impulsionada pelo livro Rita Lee: uma autobiografia” onde em tom pessoal a cantora e compositora dá sua versão dos principais fatos e experiências de vida, mas agora na virada do ano vale mesmo comemorar mais uma passagem de ano e vida para nossa principal roqueira.

Todo mundo diz que Rita Lee é a Rainha do Rock Brasil, e na real ela não tem muitos concorrentes em nenhuma das décadas em que o estilo se firmou dentro do mosaico imenso da música brasileira.

Rita Lee nos Mutantes
Rita Lee nos Mutantes

Já nos anos 50, o rock and roll entrou no radar dos jovens locais, tanto pelo apelo à rebeldia quanto pela mudança de comportamento que toda cultura do pós guerra trouxe ao planeta.

O rock no Brasil já na era anterior aos Mutantes e ao Tropicalismo, tinha também suas musas como a eterna Celly Campello, mas não há nenhuma dúvida que a paulistana foi e continua sendo a maior roqueira do pais, e esse Post é uma homenagem à diva que comemora aniversário todo 31 de dezembro.

Rita chamou de cara a atenção quando já em 1967 se destacou com Os Mutantes, no “III Festival de Música Popular Brasileira”, em plena era dos festivais, quando indicados por Ronnie Von, foram banda de apoio para Gilberto Gil em “Domingo no Parque”, que ficou em segundo lugar no festival.

Com os baianos Gilberto Gil, Tom Zé, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia, e Torquato Neto em arranjos do vanguardista maestro Júlio Medaglia, trouxeram o rock e a Psicodelia dos 60’s para a MPB no álbum Tropicália, se mantendo em destaque nos festivais, até o primeiro álbum de uma série de sons históricos que eternizaram Os Mutantes na história do rock.

Já em 1970, Rita lançou seu primeiro disco solo, “Build up“, cujo repertório foi retirado de sua apresentação no show-desfile para a Rhodia, se mostrando antenada com o universo da Moda.

Tutti Frutti e Rita Lee
Tutti Frutti e Rita Lee

Após o álbum “Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida“, se desligou dos Mutantes, e seu relacionamento com o companheiro de grupo Arnaldo Baptista se deteriorou junto com boa parte da sanidade do músico e compositor.

Rita na seqüência, se uniu à amiga Lúcia Turnbull na efêmera dupla “As Cilibrinas do Éden“, para na seqüência se juntarem ao histórico grupo “Tutti Frutti” numa época de alta com ótimas críticas e relação com o público.

Nesse formato característico do rock setentista lançou os históricos “Atrás do porto tem uma cidade“, “Fruto proibido“, e “Entradas e bandeiras“, trio histórico de bolachões que consolidaram o RockBr.

Após estafas diversas, prisões por drogas e crises, Rita se abrigou novamente no colega Gilberto Gil que após uma série de apresentações conjuntas, gravaram ao vivo no Teatro Castro Alves em Salvador o grande LP “Refestança ao vivo“, sucesso em todo Brasil.

Na época sua composição “Loco-motivas“, foi título e tema de abertura de novela na Rede Globo, e após 1979, se firmou num estilo mais pop em dupla com o novo marido, o guitarrista e compositor Roberto de Carvalho. Fase também inspirada e que resultou em Mega Hits nos 80’s como “Mania de você“, “Saúde“, “Atlântida” e “Flagra“.

Entrou em turnês em todo pais entre 1982 e 1985, quando era esperada como grande atração brasileira do primeiro Rock in Rio, onde fez show morno, em meio a vários excessos, problemas psicológicos e de saúde.

Mas voltou novamente se reinventando e esbanjando energia, ajudando a cena local em programas radiofônicos como “Rádio Amador“, pela antiga Rádio 89 FM de São Paulo e pela Rádio Cidade FM no Rio, sempre com humor e destacando sons locais.

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Nos 90’s apareceu de nova gravadora e definitivamente solo, com ótimos shows mas álbuns medianos, compensados pela participação em seriados e novelas globais, além do filme “Dias melhores virão“, dirigido por Cacá Diegues.

Teve seu último pico comercial com um bem produzido Acústico em 1998, quando também foi homenageada no “Prêmio Sharp de Música”.

Em 2000 dois discos seus foram editados: o primeiro, “Rita reelida“, composto por remixes diversos, mas foi em “3001“, que se destacou com boas músicas inéditas, em parcerias com Tom Zé e Roberto de Carvalho, onde o destaque foi a canção “Pagu” em parceria com a cantora Zélia Duncan.

Depois apresentou o irregular “Aqui, ali, em qualquer lugar“, com versões em português de algumas composições dos Beatles, com temporada no Canecão, e shows por diversas cidades brasileiras.

Sempre atenta, Rita buscou novos parceiros como o cronista/cineasta Arnaldo Jabor (Amor e Sexo), Moacyr Franco (Tudo vira bosta), Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Marisa Monte e Dadi Carvalho (Hino dos malucos), Alexandre Machado e Fernanda Young (criadores do programa “Os Normais”) e ainda Roberto de Carvalho em (Balacobaco, Copacabana Boy, Nave Terra…)

Durante um bom par de anos, causou muito no Twitter com opiniões, personagens e divagações… mas a verdade é que Rita Lee Jones foi sem dúvida quem deu a alma ao gênero roqueiro no Brasil, se destacando pela originalidade e brasilidade, tanto com Os Mutantes, quanto nas encarnações roqueiras do Tutti Frutti e do pop inteligente dos 80’s com Roberto de Carvalho.

Obrigado Rita ! Vida Longa à Rainha do Rock Brasil – Vejam a rainha com os Mutantes, Tutti Frutti e Solo em nossa Playlist – 40 sons Top de Rita Lee  !!

 

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