Samsung Blues Festival 2017 mostra força e ecletismo em nova edição

Acompanhamos de perto essa edição do Samsung Blues Festival 2017 que aconteceu em São Paulo nesse final de semana.

Samsung Blues Festival 2017
Não pudemos conferir os shows da Quinta Feira, o que foi uma pena pois perdemos a chance de ver a Igor Prado Band , que já com mais de 15 anos de carreira, tem se destacado inclusive internacionalmente, já tendo sido indicado ao Blues Music Awards, com seu álbum de 2015  “Way Down South”.

Além de Igor, acabamos não assistindo o veterano Sonny Landreth,  que certamente representou muito bem a tradição da sua Louisiana, animando os fãs de sua guitarra slide e seu mix de blues tradicional e zydeco.

Lembrando que Sonny é conhecido como o “Rei do Slydeco“, idolatrado por músicos como Eric Clapton como uma grande referência da atualidade.

[blue_box]Com grande expectativa na Sexta Feira me deliciei com o curto mas intenso show dos nossos Blues Etílicos.[/blue_box]

Foi uma grande oportunidade para relembrar o porque dos caras serem a mais bem sucedida formação de blues do país, sempre destacando o guitarrista e vocalista Greg Wilson, a super guitarra slide de Otávio Rocha e o sempre carismático e talentoso gaitista Flávio Guimarães.

Malina Moye 2017 em São Paulo
Na sequência foi a hora de conferir de perto o charme e talento da guitarrista Malina Moye que vai do Rock ao Blues e do Funk ao Pop com muita facilidade.

Malina começou sua apresentação mostrando muita personalidade e carisma, entrando pelo meio da platéia com sua guitarra em punho, mostrando licks e solos perfeitos e elevando a curiosidade da audiência por sua estréia no Brasil.

O show foi divertidíssimo, com Malina e banda se destacando nos solos e na interação com o público.

Mostrou um pouco de tudo… teve blues tradicional, homenagem ao gênio Prince com uma ótima versão instrumental de Controversy, cover de Foxy Lady do eterno Jimi Hendrix, numa apresentação onde mostrou também seu lado pop e funk.

Malina veio com dedicada banda que mostrou ao vivo uma base sonora sólida e que garantiu o show, apesar dos inúmeros problemas técnicos que enfrentou em pouco mais de uma hora de apresentação.

Talento deu para perceber que Malina Moye tem de sobra, se mostrou uma exímia solista e deixou a audiência com vontade de “quero mais”.

Tomara que volte logo ao Brasil.

No sábado o festival se encerrou com abertura dos Hammond Grooves, que fazem uma sonzeira de responsa mas que me cansaram pelo papinho professoral sobre o Hammond e sua história… acho que num festival com tão pouco tempo para se apresentar deviam focar em tocar o máximo possível.

Albert Cummings
A última apresentação do Samsung Blues Festival foi o super premiado guitarrista Albert Cummings, que deu sem dúvida alguma o melhor show das duas noites de festival, empolgando a discreta platéia e encerrando sua performance ovacionado de pé pelo público.

Albert mostrou técnica de sobra, carisma e inspiração, tanto em sons próprios, quanto nos clássicos de Muddy Waters (Mannish Boy) e Willie Dixon (I’m Your Hoochie Coochie Man).

Ao lado de uma cozinha muito técnica e inspirada, Albert Cummings nos lembrou de todos grandes guitarristas das últimas décadas, emulando ora Hendrix ora Steve Ray Vaughan, mas sempre com sua própria assinatura em cada solo, riff e performance vocal.

Taí um cara que vou querer ver sempre que puder, já que Albert Cummings é garantia de diversão e blues de verdade.

Foram ótimos shows, mas um gênero como o blues tem público de sobra em São Paulo, e para uma marca com tantos produtos populares, ter um show aberto e gratuito seria perfeito.

Quem sabe na edição 2018 podemos ver o blues brilhando e atingindo maiores audiências.

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