Em Ultraviolence Lana Del Rey manda bem no desafio do 2º álbum

Em Ultraviolence Lana Del Rey enfrentou literalmente o mundo, sim o disco é meio alto indulgente, com o sofrimento em alta e um certo culto mórbido, mas Lana se faz presente e mostra a força da persona real que a artista representa.

Vamos cortar o blá blá blá e ir direto ao lado bom, pois canções como Cruel World, Shades of Cool, Ultraviolence, West Coast, Money Power Glory são ótimas e fazem bonito junto aos hits etéreos/depres consagrados pela diva, mas é mesmo em Fucked My Way Up To The Top e The Other Woman que podemos ouvir alguma novidade, apontando um caminho mais orgânico com menos sussurros e onde sua voz surpreendentemente corresponde na medida certa.

Ultraviolence Lana Del Rey

Ultraviolence Lana Del Rey

Já o resto do álbum não empolga tanto, mas mantém o clima necessário para preservar a aura que Lana conquistou com distintas audiências. Continua sim como musa dos modernos, falando com meninos e meninas, injetando sex appeal e um existencialismo juvenil em tempos rasos de Remix e Copy/Paste, onde quase nada se cria e nem tudo se combina.

Acho que não será o “disco da vida” das pessoas, mas está acima de 98% do que se lança atualmente, e na vibe de ouvir na íntegra, acabei pulando só uma música. Gostei de algumas letras e acho que Lana criou um forte personagem, onde ela própria vive uma vida loka de garota rica, mas a “artista” se mostra ativa, desnudando com inteligência a depressão careta do mundo.

Claro que a mídia continua polemizando com a imagem Junkie/Suicida, como na entrevista recente ao The Guardian, que Lana publicamente repudiou, e que destacou a frase de que Lana gostaria de já estar morta. Confiram o link para o post no Guardian.

Gostei ! Lana venceu os detratores e a maldição do segundo disco.

Fiquem com o clipe de Shades of Cool destaque de Ultraviolence Lana Del Rey

 

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