Glória, Autoindulgência e Redenção no Planeta Terra 2013

Com altas expectativas, rumei para o Planeta Terra 2013, e logo de cara me animei com o Campo de Marte. Se não tem o charme do antigo Playcenter, manteve a cara fun, com a grande área livre e alguns poucos brinquedos. Cenário perfeito para uma balada ao ar livre, no lindo sábado de sol que tivemos em Sampa.

Para melhorar em 2014… a venda de bebidas e lanches… afinal demorar 1 hora para tomar cerveja ou pegar um lanche não dá, se fosse rápido, teriam vendido o dobro, e olha que a cerveja custava R$ 7,00 a lata pequena… fora isso… os palcos próximos demais, fizeram que o som vazasse, o que em geral é mesmo muito ruim… #ficadica

A escalação da versão 2013 tinha como foco o trio Lana Del Rey, Beck e Blur, e foi justamente nessa hora que a coisa ficou séria e que o público chegou pra valer.

Já em pleno pôr do sol, começou a apresentação da norte-americana Lana Del Rey, que foi histórica, entrou no palco de salto alto e de vestidinho branco, mexendo com a libido de meninos e meninas. Muito além da atitude sensual, ela mostrou que é mesmo uma estrela, pois numa apresentação que parecia mais destinada a um espaço fechado, conseguiu a maior reação que a audiência do Planeta Terra viu em 2013.

O segredo da musa foi mesmo sua performance geral. Além das boas canções, a presença massiva de um público fiel, aliado ao carisma e a autenticidade de cada suspiro, aditivaram o já quente caso de amor entre Lana e o Brasil.

Lana arrebatou a audiência, deixando seu compatriota Beck comendo poeira, em show morno e autoindulgente, que me fez sair logo após o mega hit Looser, deixando de lado meus anos de fã fiel, para ver o que realmente estava rolando… ou seja, a catarse coletiva de Lana e seu mais que fiel público.

Lana jantou Beck e foi a sensação do Planeta Terra, mesmo com seu curto show !! Vejam vídeo na íntegra antes que tirem do Youtube…

Quando acabou, entre ver o final do Beck ou encarar a fila de um taco mexicano, venceu a combinação de nachos, chillis, tortillas e afins… e agora só o Blur interessava.

Na minha agenda do BritPop, o Blur era a banda que faltava. Formada em Londres no fim dos anos 80, o grupo é mega conhecido por aqui por causa da música “Song 2″, na época, foi um super hit global. Lá fora, já eram gigantes antes disso, como podemos conferir em sons como Girls & Boys, There’s no Other Way, End of The Century e Coffee & TV.

O Pub Rock do Blur é o supra-sumo do pop britânico, o que não é pouco, pois tem que segurar a onda de uma tradição com um legado que vai de Beatles a The Who, de Kinks a The Jam, de Faces a Smiths, de Supertramp a Echo and the Bunnymen, TRex a Stone Roses… e por aí vai…  e claro que os anos de estrada deram a rodagem necessária para o grupo reciclar todas essas bandas, sem nunca parecer uma caricatura…

Foi, sem dúvida, a redenção do Brit Pop em Sampa, já que como maior banda da geração, brindaram a todos com um show inspirado e tecnicamente perfeito, e que se não empolgou a audiência como Lana, deixou um sorriso enorme na cara de todos, tanto pela performance inspirada de Damon Albarn, quanto pela técnica e virtuose de Graham Coxon, que levou o “prêmio” de Guitar Hero do festival.

Valeu Planeta Terra 2013 … aguardamos ansiosos a versão 2014 !!

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